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ABRASCO - Entrevista com Carlos Coimbra Jr.: Desnutrição crônica é 'epidemia silenciosa' entre crianças indígenas . [ABRASCO (Informativo da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva). abril 2005. No. 93, pp. 12-13.

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ABRASCO - Entrevista com Carlos Coimbra Jr.: "Desnutrição crônica é 'epidemia silenciosa' entre crianças indígenas". [ABRASCO (Informativo da Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva). abril 2005. No. 93, pp. 12-13.
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  INFORMATIVO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA   ANO XXI - ABRIL 2005 - NÚMERO 93 Violência Contra AmbientalistasViolência Contra Ambientalistas Abrascono Fórum MundialII SimbravisaAtuaçãoInternacional da AbrascoDesnutrição nas Populações Indígenas Entrevista:Carlos Coimbra Jr. Desnutrição nas Populações Indígenas Entrevista:Carlos Coimbra Jr. Abrascono Fórum MundialII SimbravisaAtuaçãoInternacional da Abrasco  2 Abrasco Abril 2005  Informativo da Associação Brasileirade Pós Graduação em Saúde Coletiva ANO XXII - N O  93 - ABRIL 2005ABRASCO Rua Leopoldo Bulhões, 1480, sala 208Manguinhos - Rio de Janeiro - RJ - 21041-210 Tel/Fax.: (21) 2560 8699, 2560 8403 e 2598 2527Web Site: www.abrasco.org.brE-mail: abrasco@ensp.fiocruz.br Diretoria 2000-2003 Moisés Goldbaum - DMP/FM/USP (Presidente); Júlio S. Müller Neto - ISC/UFMT; Madel Therezinha Luz - IMS/UERJ;Paulo Ernani Gadelha Vieira - COC/Fiocruz; Rômulo Maciel Filho -CPqAM/Fiocruz; Soraya Maria Vargas Côrtes - DS/UFRGS Conselho 2000-2003 Lígia Maria Vieira da Silva - ISC/UFBA ; Djalma de Carvalho Moreira Filho - DMPS/FCM/UNICAMP; Aristides Almeida Rocha - FSP/USP; Letícia Legay - NESC/UFRJ;Francisco Eduardo de Campos - NESCON/UFMG Secretaria Executiva Álvaro Hideyoshi Matida (Secretário Executivo); Mônia Mariani (Secretária ExecutivaAdjunta); Hebe Patoléa (Coordenadora Administrativa); Andréa Souza; Jorge Luiz Lucas (Apoio) e Inez Damasceno Pinheiro (Abrasco Livros) Coordenação Editorial  - Álvaro Hideyoshi Matida e Mônia Mariani Edição, Redação   e Revisão  - Ana Beatriz de Noronha, Caco Xavier e Cátia Guimarães Criação e Arte  - Martha Bastos Ilustrações  - Caco Xavier Gráfica - Armazém das Letras Tiragem  - 5 mil exemplares EXPEDIENTE editorial A tingindo seus vinte e cinco anosde existência, a Abrasco par- ticipa diretamente da consoli-dação da área de Saúde Coletiva, tan-to na sua vertente acadêmica quantona sua vertente de serviços, vertentesessas que se articulam de modoindissolúvel na organização e desenvol-vimento da área.Em nível nacional, a Abrasco en-contra-se bem representada pela pre-sença marcante de seus associados emtodos os recantos do país, acompa-nhando os desdobramentos e desafiosexistentes no setor saúde, de educaçãoe de ciência e tecnologia.Desde os primórdios de sua criação,a Abrasco encontra parceiros nacionaise latino- americanos, com os quais com-partilha seus projetos e ações na buscade melhores condições de vida e desaúde de nossas populações. No âmbi-to nacional, identifica-se o Centro Bra-sileiro de Estudos de Saúde (Cebes), aRede Unida e, mais recentemente, a As-sociação Brasileira de Economia daSaúde (Abres). A eles se associam asentidades latino-americanas, entre asquais se destacam a Asociación Latinoamericana y del Caribe de Educación en Salud Publica   (Alaesp),a Asociación Latinoamericana de Me- dicina Social (Alames) e, especialmen-te, a Organização Pan-Americana daSaúde (Opas). Esse conjunto de orga-nizações tem permitido a inscrição con- junta da atuação da Abrasco, de modoamplo e organizado, por intermédio deseus Congressos e pela sua presençanos inúmeros eventos e movimentosda área.Nossas últimas diretorias se empe-nharam na ampliação e expansão dasfronteiras de atuação e de seus com-promissos. O primeiro deles prende-seà inscrição da Abrasco na FederaçãoMundial de Associações de Saúde Pú-blica ( World Federation of Public Health Association – WFPHA ), que registracomo desdobramento imediato a reali-zação do próximo Congresso Mundialde Associações de Saúde Pública emterritório nacional, mais precisamenteno Rio de Janeiro, em agosto de 2006. Tendo por tema central ‘A Saúde Pú-blica no Mundo Globalizado: rompen-do as barreiras políticas, econômicas esociais’ e realizado conjuntamente como VIII Congresso Brasileiro de SaúdeColetiva (Abrascão), será uma ótimaoportunidade para mostrarmos e deba-termos aos olhos de todos os profissio-nais de saúde do mundo inteiro, entretantas outras questões, os nossos avan-ços e desafios na construção do Siste-ma Único de Saúde, bem comocompará-lo com outros sistemas. Já neste ano, um importante even-to, a realizar-se em junho, na cidade deMontreal, no Canadá, a ConferênciaLuso-Francófono em Saúde - Colufras,permitirá resgatar, em idiomas diferen-tes daquele ‘oficial da ciência’, um ricodebate sobre ‘Saúde, Justiça e Cida-dania’, trazendo para o mesmo cená-rio as preocupações, inquietações eprodução de pesquisadores canaden-ses, brasileiros e de países africanos delíngua portuguesa.Pretende-se, no ano de 2008, emPorto Alegre, conjuntamente com oCongresso Brasileiro de Epidemiologia,hospedar o Congresso trienal da Asso-ciação Internacional de Epidemiologia( International Epidemiological Associ- ation – IEA ), quando então teremos aoportunidade de reunir a comunidadeepidemiológica nacional e estrangeirapara uma viva demonstração de nos-sas virtudes, capacidades e inteligên-cia nessa área de atuação.Registra-se, ainda, o Congresso daAssociação Mundial de Economia ePolíticas de Saúde e da Alames, quedeve se realizar na cidade de Salvador,em 2007, nos quais a Abrasco estarápresente, tanto na organização quantona sua programação. Tais movimentos e realizações refor-çam a presença consistente e orgânicada Abrasco, expandindo sua visibilida-de e atuação para fora dos limites denosso território. Moisés Goldbaum  Presidente da Abrasco A Abrasco no Cenário Internacional  Abril 2005 Abrasco 3    abrasco participa F oram duas tragédias, no inter-valo de apenas dez dias.Dorothy Stang, missionária nor-te-americana, defendendo as terrasdo Pará, e Dionísio Julio Ribeiro Fi-lho, diretor da organização não-go-vernamental Grupo de Defesa da Na-tureza, em Nova Iguaçu, Rio de Ja-neiro. Casos muito próximos, chama-ram atenção de todos, ocuparam aspáginas dos jornais e fizeram o Brasilse lembrar de outras histórias – prin-cipalmente a morte de Chico Mendes,em 22 de dezembro de 1988 –, mos-trando que o problema é antigo.Irmã Dorothy, como a freira eraconhecida, de 73 anos, vivia e traba-lhava há mais de 30 anos na regiãoamazônica, defendendo o direito dostrabalhadores rurais à terra e a pre-servação do meio ambiente. Comessas bandeiras de luta, ia contra osinteresses de grileiros, fazendeiros emadeireiros. Recebeu ameaças demorte e informou a justiça. Mesmoassim, foi assassinada, em Anapu, nodia 12 de fevereiro deste ano. A polí-cia suspeita que fazendeiros da regiãotenham feito um consórcio para pa-gar a execução da missionária. Dionísio também vinha sendoameaçado de morte por denunciar cri-mes ambientais – principalmente a ex-tração irregular de palmito e a caçade animais – na Reserva Biológica do Tinguá, em Nova Iguaçu, municípioda Baixada Fluminense. Em 22 de fe-vereiro, foi vítima de uma embosca-da na entrada da Reserva e morreucom um tiro na cabeça.Foram mortes anunciadas. E esseé apenas o primeiro traço em comumentre as duas histórias. Além disso,em ambos os casos estavam, de umlado, a defesa do meio ambiente e,do outro, a defesa, a qualquer preço,de interesses econômicos de gruposespecíficos e a violência como estra-tégia de ação. Mas o que tudo issotem a ver com saúde?ção entre alterações impostas ao am-biente e problemas apresentados pe-los indivíduos”. Movimentos sociais No diversos espaços, a luta dosambientalistas tem sido, segundoWaissman, pela preservação de “es-paços de vida” e por ações de gera-ção e promoção da saúde. “A vio-lência contra ambientalistas pode re-sultar na preservação de desigualda-des, do medo, da desesperança, demecanismos de gênese sócio-ambiental de patologias. Pode, inclu-sive, fragilizar autoconfianças ereorientar, pelo medo, os modos deorganização de programas de saúdevoltados para as famílias cam-pesinas”, explica. Violência, meio ambientee saúde pública Saúde e meio-ambiente “O SUS deveria ser vol-tado para a produção desaúde. Ora, ambiente éonde o homem serealiza e, portan-to, onde deve pro-duzir sua saúde”,responde WillianWaissman, pes-quisador daEscola Nacio-nal de SaúdeSergio Arouca emembro do GTSaúde e Ambien-te, da Abrasco,que completa:“Ambiente é o ob- jeto primeiro da saú-de pública”.Exemplos paraafirmações comoessas não faltam.Primeiro, pode-sedizer que a tensãoque resulta de umasituação de conflitoambiental que acabaem morte configura um qua-dro muito propício a diferentes tiposde problema de saúde para a popula-ção envolvida. Além disso, em locaisde disputas acirradas, como no casoda região do Pará onde a freira foi as-sassinada, normalmente isso se dá porrazões econômicas que explicitam umcenário de grandes desigualdades so-ciais, pobreza e miséria: raízes de di-versas doenças e até epidemias.Waissman lembra que há ainda liga-ções mais imediatas, como várias pa-tologias que podem ser associadas àexposição a poluentes ambientais quepodem afetar funções hormonais e odesenvolvimento fetal e intelectual. Emtodos esses casos, a Saúde é quempaga a conta. “Em cada posto de saú-de, em cada ponto da rede, temos quevalorizar as possibilidades de associa-  4 Abrasco Abril 2005  ampliada e o domínio de técnicas querespeitem o meio ambiente. Em defesa da vida As histórias, recentes e antigas, decrimes contra ambientalistas chamamatenção também para um outro pro-blema que vem sendo cada vez maisA violência contra lideranças nadefesa do meio ambiente toca tam-bém em outro ponto: a capacidadede mobilização da sociedade. O do-cumento que subsidia o plano diretorpara o desenvolvimento da área desaúde e ambiente no âmbito do SUS,elaborado pelo GT da Abrasco e dis-ponível para down- load   no site, apontacomo indispensávelpara esse debate a in-clusão do conceito departicipação popular,identificada como con-dição para que se al-cancem os princípiosda ética e da justiça so-cial. Qualquer semelhança com a his-tória do SUS não é mera coincidên-cia. Waissman lembra que a preocu-pação com o ambiente semprerepresentou um dos fundamentos dareforma sanitária, que, por sua vez,teve sua origem na organização de tra-balhadores por melhores condições desaúde. Por tudo isso, é natural, segun-do ele, que as lideranças ambien-talistas se aproximem dos espaços edas diretrizes da saúde. “Os princípi-os de universalidade e integralidade,por exemplo, reforçam ditames quese aplicam perfeitamente aos movi-mentos ambientais”, diz.Outros movimentos sociais tam-bém têm feito o esforço de olhar paraalém da sua área imediata deatuação e reconhecer o meioambiente como uma preocu-pação. Três dias após a morteda missionária Dorothy Stang,o presidente nacional do Mo-vimento dos TrabalhadoresRurais Sem Terra (MST), JoãoPedro Stédile, deu um depoi-mento parecido na Escola Po-litécnica de Saúde JoaquimVenâncio, da Fiocruz, duranteuma aula inaugural. Segundoele, no começo, o movimentose preocupava apenas em com-bater o latifúndio, mas, com otempo, aprendeu que a lutapela terra deve estar inseridanuma proposta maior de mu-dança da sociedade, que en-volve, principalmente, a edu-cação, a saúde vista de forma “Os princípiosde universalidade e integralidadereforçam ditames que se aplicam perfeitamente aos movimentos ambientais” discutido e apropriado pelas institui-ções da saúde pública brasileira. Sejanas grandes cidades ou no campo, emvirtude do caos urbano ou da luta porterras no meio rural, a violência temsido apontada como um grave pro-blema de saúde pública, inclusive porser uma das maiores causas de mor-te no país. “A violência é uma ques-tão epidêmica. Agir contra a violên-cia é sair em defesa da vida, uma lutahistórica dos sanitaristas no Brasil”,opina Luiz Odorico de Andrade, pre-sidente do Conselho Nacional dos Se-cretários Municipais de Saúde(Conasems).Para reverter essa situação – se-gundo o IBGE, a taxa de mortalida-de por homicídios cresceu 130% de1980 a 2000 –, o Conasems está nalinha de frente de um grupo de insti-tuições que quer construir a ‘RedeGandhi: saúde e cultura de paz’. Paraisso, foi organizado um encontro em2004 e já está agendado, para o perí-odo de 10 a 13 de maio, junto com oXXI Congresso Nacio-nal das SecretariasMunicipais de Saúde,o XX Congresso Bra-sileiro de Saúde, Cul-tura de Paz e Não-vio-lência, em Cuiabá,Mato Grosso.Há cada vez maisum consenso de quetodas essas ações – lutar pelo meioambiente, garantir os direitos de gru-pos marginalizados ou expropriadospor interesses econômicos e agir con-tra a violência – são apenas formasdiferentes de se defender a vida. Eesse, ninguém tem dúvida: é um pro-blema da saúde pública: “Não éincomum a quem trabalha em saúdeambiental ouvir, de modo indigna-do, que só pensamos em saúde. É umvício de srcem. Porque de fato tei-mamos que a saúde deve ser constru-ção de espaços, possibilidade de de-senvolvimento, preservação e evolu-ção de direitos e deveres”, dizWaissman. E conclui: “Idéia de quemgosta de gente”.  Abril 2005 Abrasco 5  A violência contra ambientalistasnão é um fator isolado   artigo assinado A disputa de terras; a exploraçãode recursos naturais; a biopira- taria; a expansão das frontei-ras agrícolas sobre terras indígenas;o tráfico de drogas, de armas, de gen-te; a corrupção; os desmandos políti-cos são elementos que se conectam eque estão presentes há muito tempono jogo político do Brasil, em especi-al, quando se trata da políticaambiental.Os indicadores estão na imprensatodos os dias: desmatamento, conta-minação do solo, dos rios, do ar, per-da de biodiversidade, desterrito-rialização das populações tradicio-nais, fome, doenças e morte evitáveis,violências de todo tipo (assassinatosde lideranças ligadas ao movimentosociais, em especial de ambientalistase dirigentes sindicais; prostituição in-fantil; violência contra as mulheres;acidentes de trabalho e crimesambientais).A questão ambiental aos poucosvem ocupando a consciência e a mili-tância de um número cada vez maiorde pessoas comprometidas com apaz, a saúde, o desenvolvimento so-cial e a qualidade de vida das atuaise das futuras gerações.Certamente, os conflitos presentesnas questões ambientais exigem umpacto social que o Brasil reluta emfazer, a começar pela Reforma Agrá-ria. É um absurdo um país continen-tal, com tantos espaços vazios, ter umforte e justo movimento reivindi-cativo de Sem Terras que precisa de-monstrar sua condição com a mobi-lização de homens, mulheres e crian-ças que ocupam terras e permanecemresistindo em seus acampamentos pre-cários, à margem da escola, do SUSe de todas as políticas sociais. Genteque só quer trabalhar a terra.A violência é um grande proble-ma de saúde pública no Brasil e en-tre os vulneráveis estão todos os quemilitam por uma causa justa, em es-pecial os ambientalistas. Quando ogoverno nomeou Marina Silva para oMinistério do Meio Ambiente, viu-sea possibilidade de transformar a ques-tão ambiental em uma prioridade, defazer crer que a luta de Chico Men-des e de tantos outros tinha valido àpena. Aos poucos, vimos que foi maisuma ilusão. A violência contra osambientalistas e os crimes ambientaisnão diminuíram. Acredito que afragilização da senadora/ministra –um símbolo da causa ambiental – éum forte indicador de que os interes-ses dos grupos que saqueiam a natu-reza e exploram o ser humano conti-nuam fortalecidos nos três poderesda nação.Recentemente, o mundo assistiuperplexo ao assassinato da mis-sionária Dorothy Stang, uma norte-americana naturalizada brasileira,de 74 anos, que durante anos atuoucontra a extração ilegal de madeirana Amazônia. Foi morta a tiros emAnapu, oeste do Pará, um dos esta-dos mais violentos do País. Dias de-pois, houve o assassinato do ambien-talista Álvaro Marques, com váriostiros de pistola, enquanto estava sen-tado em seu carro. Sua luta era emdefesa dos manguezais de Angra dosReis-RJ, ameaçados por caçadores eespeculadores imobiliários. São doistristes exemplos da situação a quechegamos, pela falta de uma políticaclara em defesa da vida.Nos falta um projeto político, emque a vida seja o centro da questão;precisamos de um projeto civilizatório,coerente, que articule o todo e issopassa também pela saúde, que nãopode ser apenas uma atribuição doSUS. Trata-se de uma questão trans-setorial de valorização da vida huma-na e dos ecossistemas, duas dimen-sões absolutamente interdependentes.Precisaríamos verificar no setorsaúde qual é o valor que estamosdando ao ambiente, entendido comoespaços do desenvolvimento humanoe não como uma questão externa,alheia à saúde. Não precisamos deplanos mirabolantes. Pequenas coisasque são possíveis de serem feitas,desde que guiadas pelo compromissosocial. Façamos um exame de cons-ciência ou uma avaliação das políti-cas em curso, uma avaliação dos pro-gramas e dos serviços prestados, emtodos os níveis. Vamos corrigir, acer-tar o passo na direção de um com-promisso ético com a vida.Vamos retomar nossa capacidadede crítica, de organização e de soli-dariedade. Isso passa por uma capa-cidade de se indignar e de reinventara possibilidade de criar saídas. Temosum país com enormes reservas natu-rais, com um povo aberto ao outro,temos capital cultural, temos umarelativa democracia, mas nos falta avontade de atuar.Os sanitaristas sempre tiveramuma atitude de vanguarda diante daluta pela vida. Não podemos nos res-tringir a operar nos marcos datecnocracia; a nação precisa de nos-sa energia, de nossa capacidade in-telectual e compromisso coletivo naluta social.Às vésperas de mais um Congres-so da Abrasco, onde a fragilidade davida será razão para a nossa reflexãocoletiva, devemos examinar a causaambiental com um olhar não de quemestá de fora, mas de quem é partedessa luta. Será uma forma concretade nos solidarizarmos com os am-bientalistas que vêm lutando por to-das as coisas que também acredita-mos. Precisamos construir essa novaaliança se quisermos alcançar a saú-de que entendemos ser a que todosnecessitam e merecem. Pesquisadora da Fiocruz e coordenadorado GT Saúde e Ambiente, da Abrasco. Lia Giraldo da Silva Augusto
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