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Subprojeto de Iniciação Científica (Ciências Sociais e Educação) - Relações Raciais, Representações sobre O Corpo Discente e A Escola Pública de Ensino Médio em Perspectiva (2012/2013)

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Resumo: O respectivo estudo almeja analisar como a construção social do negro e sua significação nas representações sociais e no ordenamento das relações sociais étnico-raciais quotidianas na Escola pública, a partir de um estudo de caso,
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  Universidade Federal do Espírito SantoPrograma Institucional de Iniciação Científica Subprojeto de Iniciação Científica Edital:Edital PIBIC 2012/2013ítulo do Subprojeto:!elaç"e# !aciai#$ !epre#entaç"e# #obre % Corpo &i#cente e' E#cola P(blica de En#ino )*dio e+ Per#pecti,aCandidato a %rientador:Prof- &r- Cle.de !odriue# '+ori+Candidato a Bol#i#ta:iníciu# de 'uiar Caloti  Resumo: O respectivo estudo almeja analisar como a construção social do negro e sua significação nasrepresentações sociais e no ordenamento das relações sociais étnico-raciais quotidianas na Escola pública a partir de um estudo de caso relaciona-se com a inclusão de estudantes negros influenciandona autoestima percepções !ori"ontes de mundo e perspectivas de futuro#  $alavras c!ave: Relações étnico-raciais% racismo% representações sociais% educação e inclusão# 1Introdução O Brasil ratificou na órita supranacional! declaraç"es v#rias! comprometendo$se com a igualdadede direitos e a promoção da dignidade e em estar das pessoas! tais como a %eclaração Universal dos%ireitos &'()*+, a Convenção da O-U sore a Eliminação de .odas as Formas de %iscriminação /acial&'(0*+ e! incluso! a Carta da III Confer1ncia 2undial contra o /acismo! a %iscriminação /acial!3enofoia e Intoler4ncias Correlatas5 /ecentemente! notaili6ou$se a votação un4nime no Supremo .riunal Federal &S.F+! acerca daconstitucionalidade das cotas raciais nas Universidades rasileiras5 7O S.F 8ulgou improcedente a 9ção de %escumprimento de Preceito Fundamental'*0 impetrada pelo Partido dos %emocratas! :ue :uestionava a constitucionalidadedas Políticas de 9ç"es 9firmativas implantadas na Universidade de Brasília5 .aldecisão ariu 8urisprud1ncia para todas as universidades no Brasil :ue 8# adotam ouadotarão alguma medida afirmativa! cu8o crit;rio pauta$se no corte ;tnico$racial< &9.riuna! =>?>)?@>'@+ %esde alguns anos! uma sustantiva produção legiferante est# sendo engendrada nas esferasfederal! estadual e municipal5 -o campo da Educação! ressaltamos a Aei federal n5 '>50=(?@>>=! :ueapresenta a constituição de uma nova visão acerca do negro rasileiro &inclusive alterando a Aei de%iretri6es e Bases da Educação -acional  A%B! '((0+ e! para sua implantação! em @>>D foram pulici6adas as %iretri6es Curriculares -acionais para a Educação das /elaç"es tnico$/aciais e para oEnsino de istória e Cultura 9fro$Brasileira e 9fricana! do 2inist;rio da Educação &2EC+5 9demais! para aplicar a supramencionada A%B! o 2EC fundou a Secretaria de EducaçãoContinuada! 9lfaeti6ação e %iversidade &SEC9%+! para promover a instituição de políticas pGlicas!com o intuito de mitigar as desigualdades sociais! atrav;s da efetiva inclusão dos su8eitos na Escola5 %esta '  Universidade Federal do Espírito SantoPrograma Institucional de Iniciação Científica forma! alguns estados construíram susecretarias ou outros órgãos para deferirem as orientaç"es ediretri6es do 2EC5 .ais dispositivos! acordes com a Constituição Federal rasileira &CF '(**+! indiciam um anseio de produção de igualdade! dentro do ordenamento 8urídico democr#tico de %ireito rasileiro5 Entretanto ainclusão e a isonomia factual não se reali6am! apesar do aparato legal prescritivo59s representaç"es sociais sore o negro! estereotipadas e eivadas de preconceitos! constituem umadas vari#veis do des$ordenamento das relaç"es ;tnico$raciais na sociedade coeva5 Estudos variegadossore educação denotam :ue! o racismo contra os discentes classificados como negros! interv;m nodesempenHo escolar! como eprime uma pes:uisa feita pelos professores 9ngela 9lerna6! FranciscoFerreira e Creso Franco! da Pontifícia Universidade Católica do /io de Janeiro &PUC$/J+5 Usando dadosetraídos da ase do 2EC! os pes:uisadores inferiram :ueK 7estudantes negros estão aprendendo menos do :ue os rancos de mesmo nível sociale :ue estudam na mesma escola5 9nalisando as notas dos alunos no Sistema de9valiação da Educação B#sica S9EB! principal eame do minist;rio para medir a:ualidade da educação rasileira! os pes:uisadores L555M mostraram :ue os negrostinHam! na m;dia de todas as disciplinas verificada! desempenHo inferior em (!= pontos ao dos rancos! mesmo :uando eram comparados alunos da mesma classesocial e da mesma escola5 O estudo! financiado pela Fundação Ford! tam;m apontadiferenças nas notas entre rancos e pardos5 -esse caso! a diferença a favor dos rancos ; de =!' pontos5 Para os pes:uisadores! os resultados são uma forte evid1nciade :ue pode estar Havendo preconceito na escola5 Professores podem estar tratando demaneira desigual negros e rancos na mesma sala de aula< &Jornal FolHa de SãoPaulo! '*?>D?@>>=+ Enfim! as pes:uisas sinali6am a não inclusão de estudantes negros na Educação B#sica5 9 m# performance muitas ve6es conecta$se com um :uadro de aia autoestima! preconceito! discriminação!racismo e etc5! ou se8a! um desordenamento nas relaç"es ;tnico$raciais5 9ssim! pes:uisadores coet4neosasseveram :ueK 79s refle"es :ue atriuem N educação o papel de promover a transformação social!nos apontam para! entre outras coisas! a import4ncia da criação de escolas com pr#ticas pedagógicas específicas para determinados grupos5 rupos minorit#rios v1mlutando para uma educação diferenciada :ue privilegie as necessidades! saeres e pr#ticas respectivas a estes5  em tom de reivindicação :ue assentados e acampadosdo 2ovimento Sem .erra! e comunidades indígenas e remanescentes de :uilomos!entre outros! uscam do Estado respaldo para uma educação diferenciada :ue valori6eas suas culturas &2O/I, 92O/I2K @>''! p5 '>0+5 9ssim! atestamos a necessidade do estudo das representaç"es sociais! com o fito do c4mio social!ou se8a! a produção de novos &outros+ valores! orientando os atores sociais N promoção de novas?outras pr#ticas culturais! para al;m do conteGdo de preconceito! estereotipificação e etc5 :ue perpassa o cotidianoescolar5Consoante os dados da Secretaria de Educação do Estado do Espírito Santo &SE%U+! H# mais de(') mil alunos matriculados! aproimadamente @>= mil no Ensino 2;dio e EJ9! so a orientação de@'5)>> professores5 Focali6aremos a nossa an#lise nas relaç"es ;tnico$raciais desenvolvidas &ocorrentes+no espaço das Escolas Estaduais de Ensino 2;dio &Escolas pGlicas+ da região metropolitana da randeitória  ES! focando o Col;gio 9lmirante Barroso! situado no distrito de oiaeiras! em itória! ES5 @  Universidade Federal do Espírito SantoPrograma Institucional de Iniciação Científica 2 %bjeti,o# %bjeti,o eral O respectivo estudo alme8a analisar as relaç"es sociais ;tnico$raciais no seio das Escolas PGlicas da região metropolitana da rande itória! a partir de um estudo de caso na EEE2 9lmirante Barroso! refletindo acerca de como os preconceitos e estereótipos elaorados! influenciam dQalguma forma na autoestima! autonomia! concepç"es de mundo! Hori6onte de eventos e perspectivas de futuro de estudantes negros5 %bjeti,o# e#pecífico# '5 Oter informaç"es acerca das representaç"es sociais no 4mito da supracitada Escola! sore acategoriaK 7negro<! presente na ordem dos discursos5@5 %iscutir a presença de atriutos negativos! determinismos! preconceitos! estereótipos ou mesmodiscriminaç"es! principalmente sore a construção social da categoria 7negro<! mediante aan#lise de elementos do discurso e interpretação das narrativas de 8uí6o de valor nãoespeciali6ado &senso comum+ nas falas dos estudantes e funcion#rios da Escola &notadamente omagist;rio+5=5 /efletir como a construção social da categoria 7negro< e sua significação no ordenamento dasrelaç"es sociais ;tnico$raciais cotidianas relaciona$se com a inclusão Escolar dos discentesnegros! influindo dQalguma forma no seu amor próprio! autonomia! percepç"es de mundo!Hori6onte de eventos e perspectivas de futuro5 3 )etodoloia 9 referida pes:uisa pautar$se$# no estudo das representaç"es sociais como metodologia de pes:uisa social5 9s representaç"es são percepç"es! id;ias! imagens! opini"es! conceitos! concepç"es!valores! crenças! atitudes e princípios com os :uais significamos a realidade! fenRmenos sociais ecircunst4ncias :ue srcinam as condiç"es de eist1ncia individual e coletiva5 79s representaç"es sociais podem! então! ser definidas como formas de conHecimentosocialmente elaoradas e partilHadas! possuindo orientação pr#tica e concorrendo paraa construção de uma realidade comum a um determinado con8unto social5 9representação de um dado o8eto não se constrói isoladamente, articula informaç"es:ue! na relação com os outros! a eperi1ncia com a:uele o8eto aportou ao su8eito5<&JO%EAE.! @>>'+ Compreendemos ainda! as representaç"es sociais como um sistema cultural :ue! no conteto dadefinição de eert6 &'(*(+! são 7sistemas de símolos :ue interagem ou padr"es de significados :uetraalHam interativamente<5 Segundo 9morim &@>''+! ao representarmos socialmente a realidade! somosinfluenciados pela cultura social em :ue vivemos! emora elaoremos id;ias próprias e novas! a partir danossa imaginação e de como pensamos?refletimos sore a nossa viv1ncia?interação com os outrosindivíduos5 9s representaç"es constituem um con8unto de saeres sociais ad:uiridos pelo su8eito em suaviv1ncia! mas reformulados e colocados em ação! atrav;s de sua pr#tica cotidiana5 7Sendo din4micas! as representaç"es produ6em comportamentos e influenciamrelacionamentos! engloando aç"es :ue se modificam umas Ns outras5 -ão são meras =  Universidade Federal do Espírito SantoPrograma Institucional de Iniciação Científica reproduç"es! tampouco reaç"es a estímulos eteriores determinados, antes! sãosistemas :ue possuem uma lógica própria! uma linguagem particular e uma estrutura:ue tem como ase tanto valores :uanto conceitos5 -ão são simples opini"es arespeito de algo ou imagens de algum o8eto5 São verdadeiras teorias construídascoletivamente! destinando$se N interpretação e N construção da realidade<&2OSCOICI! @>>)+5 9s representaç"es sociais podem ser consideradas como o sustrato dos preconceitos! naturalismose estereótipos elaorados! incorporados e construídos no pensamento! a partir de es:uemas inconscientesde percepção! avaliação e apreciação! mediante o aprendi6ado da linguagem! valores! concepç"es! crençase id;ias epressas pelas culturas nas :uais convivemos! desde o nascimento5 Intro8etamos o mundo! a partir de categorias mentais e conceitos classificatórios! :uanto aos seres Humanos! o8etos! relaç"es efenRmenos sociais! assim formulando e conceendo a realidade de uma maneira peculiar! atrav;s daconstrução de 8uí6os de valor sore todas as informaç"es :ue depreendemos! levando$nos N formação de pr;$8uí6os ou preconceitos :ue orientam as nossas aç"es5 -o nosso traalHo! centramo$nos na an#lise acerca de como preconceitos! iologismos!discriminaç"es e estereótipos nas relaç"es ;tnico$raciais influem na autovaloração! autonomia erepresentaç"es sore indivíduos e grupos sociais de estudantes negros na Escola PGlica! a partir de umestudo de caso, visto :ue v#rias pes:uisas reali6adas no 4mito educacional! apresentam$nos vestígios de:ue! se8a no traalHo ou na educação familial e escolar! as epectativas diversas :ue eistem sore odesempenHo dos indivíduos! influenciam no aproveitamento futuro dos mesmos5 -o caso em :uestão! utili6aremos tam;m a pes:uisa de campo etnogr#fica na Escola Estadual deEnsino 2;dio 9lmirante Barroso! no distrito de oiaeiras! itória  ES ' 5 Para entrevistarmos osdiscentes! tomaremos uma amostragem de )> estudantes &e:uitativamente divididos entre os seosmasculino e feminino+! na faia de 'D a @> anos! do Ensino 2;dio regular e Educação de Jovens e9dultos &EJ9+! num total de )>> alunos! no período noturno5 J# :uanto aos funcion#rios da Escolausaremos uma amostra de '0 pessoas &tomadas com e:uidade entre Homens e mulHeres! principalmentedocentes+! analisando elementos dos discursos! aç"es sociais e decodificando as falas do senso comum! afim de refletir sore as relaç"es ;tnico$raciais59 incursão ao campo corresponder# ao períodoK 9gosto a Outuro de @>'@ e Fevereiro a 9ril de@>'=! onde aplicaremos! outrossim! :uestion#rios semiestruturados aos sorecitados estudantes efuncion#rios da Escola, selecionando! decodificando! analisando e interpretando de forma :ualitativa asinformaç"es consolidadas5 Plano de rabalo / Cronora+a  -os primeiros tr1s meses desta pes:uisa! desde 9gosto at; Outuro de @>'@! reali6aremos umestudo do referencial teórico?metodológico sore a tem#tica do pro8etoK !epre#entaç"e# Sobre&i,er#idade e Identidade# ! coordenado pela Professora %r CleTde /odrigues 9morim! 9ntropóloga '   9 maioria dos estudantes do período noturno! da EEE2 9lmirante Barroso! geograficamente disposta em itória! são traalHadores e prov1m de 2unicípios circunvi6inHos N região metropolitana da rande itória! tais como Serra! Cariacica! ila elHa e iana5 Estudam no 9lmirante! visto :ue seus locais de traalHo situam$se próimos a ele &na capital+! uma ve6 ser possível tentar cHegar próimo ao início das aulas :ue começam as '*H@>5 )  Universidade Federal do Espírito SantoPrograma Institucional de Iniciação Científica vinculada ao %epartamento de Educação! Política e Sociedade &%EPS+! do Centro de Educação! daUniversidade Federal do Espírito Santo &UFES+, ademais de leituras e discuss"es dentro do grupo de pes:uisa em :uestão e a preparação para a pes:uisa de campo5 -os dois meses seguintes! -ovemro e %e6emro de @>'@! reali6aremos leituras suplementares decar#ter acad1mico$teórico e conceitual! outrossim dentro do tema do pro8eto! mas visando a aarcar asupramencionada proposta peculiar do supro8eto em :uestão5 9 incursão ao campo ser# reali6ada em duas etapas! de 9gosto a Outuro de @>'@ e de Fevereiro a9ril de @>'=! onde faremos pes:uisa etnogr#fica! reali6aremos entrevistas e aplicaremos :uestion#riosaos alunos e funcion#rios da Escola5Em Janeiro de @>'=! construiremos o relatório parcial do supro8eto! constando a an#lise do percurso dentro da pes:uisa at; o momento reali6ado e perfa6endo os possíveis a8ustes! caso necess#rio5%e 2aio a JunHo de @>'=! faremos a decodificação! an#lise e interpretação dos dadosconsolidados! registrados mediante a pes:uisa etnogr#fica5 -o Gltimo m1s! JulHo de @>'=! redigiremos nosso relatório final do supro8eto soreK !elaç"e#!aciai#$ !epre#entaç"e# #obre % Corpo &i#cente e ' E#cola P(blica de En#ino )*dio e+Per#pecti,a ! dentro do Projeto !epre#entaç"e# Sobre &i,er#idade e Identidade# ! da Professora %rCleTde /odrigues 9morim!   a partir da revisão e leituras de cunHo 9cad1mico$científico! teórico emetodológico e com aporte dos dados oriundos do traalHo de campo na Escola5 'II&'&ES Aista de atividades'$   Estudo do referencial teórico?metodológico sore a tem#tica do pro8etoK !epre#entaç"e# Sobre &i,er#idade e Identidade#   leituras e discuss"es com o grupo de pes:uisa5 Preparação  para a pes:uisa de campo5@$ Aeituras suplementares necess#rias a aordagem do supro8eto apresentado5 =$ Pes:uisa de campo) /elatório parcial do supro8etoD$ %ecodificação! seleção e an#lise dos dados 0 Elaoração do relatório do final do supro8eto de pes:uisa5 C!%4%!')' 5'o/2012 a 6ul/20137 9tividadeagosetoutnovde68anfevmararmai8un8ul'@=)D0 8!efer9ncia# D
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