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ESTUDO SOBRE O USO DE RECURSO COMPUTACIONAL NA CRIAÇÃO ARTÍSTICA E NA EDUCAÇÃO MUSICAL EM AMBIENTE ESCOLAR. STUDY ON THE USE OF COMPUTATIONAL RESOURCE IN THE ARTISTIC CREATION AND THE MUSICAL EDUCATION IN PERTAINING TO SCHOOL ENVIRONMENT

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RESUMO O presente artigo analisa aspectos sobre o uso de recurso de tecnologia computacional, primeiro na criação artística, questionando sobre a sua influência ou participação na autoria da obra; segundo na educação musical em ambiente escolar,
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  Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 20 a 23 de outubro, 2014 1251 Colloquium Humanarum , vol. 11, n. Especial, Jul  – Dez, 2014, p. 1251--12 58 . ISSN: 1809-8207. DOI: 10.5747/ch.2014.v11.nesp.0006 62   ESTUDO SOBRE O USO DE RECURSO COMPUTACIONAL NA CRIAÇÃO ARTÍSTICA E NA EDUCAÇÃO MUSICAL EM AMBIENTE ESCOLAR. André Morales Torcato, Sheila Merlo Garcia Firetti   Universidade do Oeste Paulista  –  UNOESTE. Curso de Música (Licenciatura), Presidente Prudente  –  SP. E-mail: andremoralestorcato@yahoo.com.br  RESUMO O presente artigo analisa aspectos sobre o uso de recurso de tecnologia computacional, primeiro na criação artística, questionando sobre a sua influência ou participação na autoria da obra; segundo na educação musical em ambiente escolar, observando sua representatividade na atualidade. Algumas habilidades humanas podem ser reproduzidas por máquinas eletrônicas, embora suas funções e objetivos ainda não sejam traçados pelas próprias máquinas, mesmo que, conste de sua programação, a definição ou redefinição de prioridades, os princípios norteadores permanecem. A tecnologia funciona como uma ferramenta de apoio válida, tanto pelo viés do resguardo da autoria como pela sustentação da qualidade da atividade educacional. Palavras-chave:  Arte. Criatividade. Inteligência Artificial. Ciberarte. Educação Musical. STUDY ON THE USE OF COMPUTATIONAL RESOURCE IN THE ARTISTIC CREATION AND THE MUSICAL EDUCATION IN PERTAINING TO SCHOOL ENVIRONMENT. ABSTRACT The present article analyzes aspects on the use of resource of technology computational, first in the artistic creation, questioning on its influence or participation in the authorship of the workmanship; second in the musical education in pertaining to school environment, observing its representation in the actuality. Some abilities human can be played by electronic machines, although its functions and objectives yet not are tracings by the own machines, even that, included of its programming, the definition or redefinition of priorities, the principles guidingremain. The technology it functions as a valid tool of support, as much for the bias of the defense of the authorship as for the sustentation of the quality of the educational activity. Keywords:  Art. Creativity. Artificial Intelligence. Cyberart. Musical Education.  Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 20 a 23 de outubro, 2014 1252 Colloquium Humanarum , vol. 11, n. Especial, Jul  – Dez, 2014, p. 1251--12 58 . ISSN: 1809-8207. DOI: 10.5747/ch.2014.v11.nesp.0006 62   INTRODUÇÃO Cabe à educação, a missão de proporcionar o desenvolvimento do ser humano, tanto como indivíduo, como integrante de uma sociedade. Esta sociedade, por sua vez, determina, quer seja consciente ou inconscientemente, um universo de relações de seus integrantes entre si, ou dos mesmos com o mundo; ela constrói uma cultura, o quê para Santaella (2009), representa uma forma de mediação, o conjunto de elementos simbólicos necessários para elaboração da realidade. O ensino de música é uma das partes constantes do ensino de artes, onde a atividade de criação musical, para Torcato, Oliveira e Faria (2013), representa apenas uma de três modalidades envolvidas no processo de desenvolvimento de conhecimento musical. Juntam-se a ela a apreciação e a execução. Cada uma destas modalidades desempenha seu próprio papel, desde o processo de apreensão pela percepção, passando pela reflexão até a criação. Enquanto as duas primeiras colaboram com a aquisição de conhecimento, a última permite a construção do cohecieto. E apoio a ideia, Piaget apud FINCK, , p.  explica ue faze é codição ecessáia paa a copeesão, euato Fick , apota paa a itegação da páti ca, da reflexão e conscientização como desenvolvimento da experiência em educação musical. A competência para produzir arte é restrita aos seres humanos? Os animais, vegetais, computadores podem, em algum momento, serem considerados autores de uma obra artística? O que poderia distinguir possíveis autores: inteligência, criatividade, intenção, sentimento? O quê nos torna o que somos? Uma questão reflexiva, presente e recorrente na filosofia ocidental. Compreender nossa própria relação com o mundo que nos cerca, sobre nossa essência; estabelecer o que nos diferencia do resto do universo, e o que nos conecta. Todas estas questões têm sido visitadas por diversos filósofos ao longo da História. O objetivo principal do presente trabalho consiste no levantamento e análise de práticas ou modelos de aplicações baseadas em computação, direcionadas ou compatíveis à arte e à educação escolar, destacando o aspecto de autoria da obra de arte e a validade como ferramenta de apoio educacional. Como objetivos secundários, realizar levantamento bibliográfico: 1 - sobre noções e conceitos a respeito de arte; 2 - sobre noções e conceitos relativos à criatividade; 3 - sobre o uso de recursos tecnológicos e computacionais na arte e na educação musical.  Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 20 a 23 de outubro, 2014 1253 Colloquium Humanarum , vol. 11, n. Especial, Jul  – Dez, 2014, p. 1251--12 58 . ISSN: 1809-8207. DOI: 10.5747/ch.2014.v11.nesp.0006 62   METODOLOGIA Para atingir os objetivos de verificação e compreensão do uso de recursos tecnológicos e computacionais, direcionadas ou compatíveis, tanto para criação artística quanto para a educação musical, bem como distinguir a relevância ou influência de tais recursos sobre a autoria das obras artísticas, este artigo tem como metodologia de pesquisa, a coleta bibliográfica de dados em Faria (2014), Ferreira (2011), Finck (2001), Lucena Júnior (2000), análise e ponderação à luz de Hegel (1999), Moroni (2003), Oliveira (2009), Sartre (1987) e Vygotsky (2008). RESULTADOS  Hegel (1999), entende a arte como a manifestação do espírito, tendo a função de materializar tudo o que não é racional, exprimindo sentimentos de uma forma não verbalizada, pelo menos, não diretamente. Esses sentimentos produzidos pela arte, não são, exatamente, os mesmos que os srcinaram. Conforme explica Vygotsky (2008), a arte realiza uma transubstanciação. O raciocínio lógico, aparentemente, separa algumas concepções de arte, embora nunca seja ignorado. Uma vez que se considera a materialização de algo intangível, supõe-se alguma articulação lógica. Hegel (1999), por outro lado, é obtuso em assumir que a racionalização destruir-lhe-á o que é especificamente artístico. Estas duas posturas opostas são fundamentais ao se questionar a autoria de obras de arte e sua relevância; primeiro pela possibilidade, já existente, da reprodução e da produção de obras por mecanismos tecnológicos, sobretudo, os computacionais; segundo pelo foco da própria concepção de arte, se ela reside, essencialmente, no ser que a srcina, ou no ser que recebe. Ao se tratar de arte como percepção, uma das ideias discutidas por Vygotsky (2008), é preciso entender que o receptor realizará alguma interpretação, conectando os símbolos expressos pela obra ao seu próprio conhecimento, uma forma de objetivação da subjetividade. Oliveira (2009) esclarece que o plano da reflexão sucede o plano da percepção como uma forma de interiorização, e aponta a intencionalidade como a responsável por gerar significado, ficando o receptor como principal responsável por gerar significado em uma obra de arte. A capacidade de elaborar símbolos, ou representar sentimentos e ideias de forma simbólica, é para Lucena Júnior (2000), o que difere o ser humano dos animais. Embora a psicologia veterinária aponte alguns comportamentos de animais domésticos como expressão de sentimentos, ainda se questiona sobre a real intencionalidade do comportamento, ou seja, um cachorro abana o rabo quando está contente, mas isso seria de forma espontânea, ou ele  Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 20 a 23 de outubro, 2014 1254 Colloquium Humanarum , vol. 11, n. Especial, Jul  – Dez, 2014, p. 1251--12 58 . ISSN: 1809-8207. DOI: 10.5747/ch.2014.v11.nesp.0006 62   realmente quer demonstrar o seu sentimento? Oliveira (2009), quando discute sobre a intencionalidade, cita o exemplo do canto dos pássaros, onde o valor estético é atribuído pelo receptor e não pelo emissor, contudo, além da questão do juízo do gosto, há a questão da expressão, voluntária ou não, dos sentimentos dos pássaros. O valor da arte e sua função têm sido constantemente revistos durante toda sua história, bem como aspectos de autoria e a relevância de fato do papel da autoria, que para Ferreira (2011) o termo é empregado a quem idealiza a obra independentemente de quem realmente a materializa. Enquanto discutimos a experiência da percepção, colocamos o expectador com um papel, talvez, superior ao do artista, como se a obra somente se realizasse em sua presença. Quando observamos o papel da técnica na materialização efetiva de uma obra, questionamos a srcem da expressão artística, se ela existe como uma ideia independente de ser ou não constituída por alguma forma concreta, ou se ela não pode ser sequer concebida sem uma representação física; ou seja, o papel da técnica é primordial ou secundário? A expressão artística te suas aízes a ideia ou a técica? ... sua oige estaia a iagiação idiscipliada e o sentimento...   (HEGEL, 1999, p.37). Criar é srcinar algo novo, que antes não existia, ou fornecer condições para que algo possa sobrexistir, ou ainda, conferir sentido mediante a organização ou interpretação de algo que já exista. O pensamento criativo  –  ou ideia  –  pode levar à definição de uma poética propriamente dita, quando há intenção  por parte do artista. A poética é um deteiado odo de cia, ou pogaa opeacioal, ue desceve ua certa postura, gesto ou objeto (neste sentido, o desenvolvimento de uma poética também pode ser interpretado com um ato de metacriação). A execução desta poética, por sua vez, leva à materialização do gesto ou obra, com a qual o artista tem uma relação de autoria  (FERREIRA, 2.011, p. 50, grifo do autor).   Torcato, Oliveira e Faria (2013) assumem a atividade de criação como um fazer humano, como uma atividade que permite uma forma de interpretação do meio em que está inserido, além de possibilitar a compreensão de suas próprias experiências. Apesar dessa concepção, aparentemente objetiva, é preciso considerar a emoção como um dos componentes fundamentais do ato criativo. Conforme estudado por Vygotsky (2008), em seu trabalho para definir uma psicologia da arte, os ramos de psicologia que o estudam comumente relacionam emoção e sentimentos. Hegel (1999) e Sartre (1987),de maneira similar, tendem a relacionar a construção à alma.  Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 20 a 23 de outubro, 2014 1255 Colloquium Humanarum , vol. 11, n. Especial, Jul  – Dez, 2014, p. 1251--12 58 . ISSN: 1809-8207. DOI: 10.5747/ch.2014.v11.nesp.0006 62   Em ambos os posicionamentos, leva-se em consideração uma relação subjetiva do ato criativo, nem sempre excluindo aspectos objetivos. Na imaginação, segundo Sartre (1987), distinguem-se imagem e ideia, ambas como expressão. A primeira como representação da realidade cujas relações são infinitas, ou melhor, das quais não se pode definir um único significado válido, pois agrega todas as percepções inconscientes, não racionalizadas. A ideia, por sua vez está contida na imagem, como um recorte em que as conexões foram assimiladas. A preocupação em revisar ou reformular as bases teóricas adotadas pelos professores de arte é uma preocupação constante nos trabalhos de Oliveira (2009), Faria (2014) e Finck (2001), sobretudo, no que tange a motivação. Faria (2014) observa que as tecnologias presentes no cotidiano dos alunos oferecem uma nova possibilidade em relação à sua vivência do conhecimento e propõe a utilização de jogos eletrônicos como aproveitamento de um recurso tecnológico que seja: atual; interativo, cuja participação do aluno tem que ser necessariamente ativa; lúdica, onde o conhecimento é transmitido por meio de atividades prazerosas, exigindo raciocínio e ponderação imediatas; e finalmente, estimulante graças a sua natureza próxima à realidade dos alunos, contudo, proposta como uma alternativa contrastante com o ambiente sério e regrado das escolas. Para Finck (2001), deve-se considerar a mudança de postura por parte dos professores a fim de que possam analisar o conteúdo lecionado e a sua atualização com relação a realidade sócio-econômica de seus alunos. Além disso, Faria (2014) também entende, baseada na teoria da autopoiese, que a escola compreenda os costumes ambientais de seus alunos, aproveitando deste conhecimento para promover um maior envolvimento e, consequentemente, um melhor aprendizado. DISCUSSÃO Vivemos em um mundo aonde chegamos a questionar a identidade das máquinas, visto a crescente desmistificação tecnológica e aparente aproximação da conduta humana. Na verdade, o que ocorre na maioria das vezes, é a suavização e facilitação aplicadas às tecnologias em relação a sua interface. Os sistemas de informação tornam-se mais amistosos à medida que seus desenvolvedores modificam seu layout, excluindo a quantidade de informação visual, limando o que não é necessário. Embora, exista sim uma corrente de pesquisa voltada para o desenvolvimento da inteligência eletrônica e tomada de decisões computacionais, não há nada ainda, tão contundente quando se trata de uma decisão subjetiva. Segundo Moroni (2003), a inteligência artificial visa habilitar máquinas eletrônicas a executar ações da mente humana. Embora a discussão sobre mente humana seja antiga e
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